Castelo Branco

Orfeão da Covilhã comemora centenário com um ano de atividades

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 O Orfeão da Covilhã iniciou o programa do seu centenário, que vai decorrer até 09 de junho de 2027, sob o lema “Pela arte e pela nossa terra”, revelou hoje à agência Lusa o presidente da instituição.

Henrique Paulo da Silva destacou que o Orfeão se afirmou ao longo dos anos como “um espaço de criação, de aprendizagem e de partilha, que ajudou a formar sucessivas gerações”.

O Orfeão, ao longo de um século, “dedicou-se à atividade cultural, artística e educativa da cidade da Covilhã e da região”, recordou aquele responsável.

A celebração começou com um intercâmbio internacional, com o Conservatório de Sabadell, de Espanha, mas o programa comemorativo é extenso e diverso, incluindo concertos, exposições, iniciativas culturais, ações ambientais e eventos simbólicos, como, por exemplo, a plantação de 100 árvores na Serra da Estrela, em setembro, seguindo-se a plantação da “árvore do centenário”.

Destaca-se ainda a exposição do centenário, no Museu da Covilhã, o concerto oficial do aniversário, em novembro, as Janeiras do Centenário, que vão andar pelas ruas da cidade, ou o concerto de encerramento, em 09 de junho de 2027.

De 09 a 21 de junho, no âmbito do Festival Wool, vai ser pintado um mural artístico na parede do edifício que fica em frente à sede do Orfeão.

Henrique Paulo da Silva enalteceu ainda o papel do Conservatório da Covilhã, fundado na década de 1960, que classificou como “expoente máximo” da missão do Orfeão, destacando que está ligado à história de várias famílias, pois por ali passaram avós, filhos e netos.

É o caso da professora Filomena Gomes, cuja história de família se cruza com a do Orfeão e que lembrou que foi fundado em 1926, na sequência de uma visita à Covilhã do Orfeão de Santarém.

No primeiro concerto, no Teatro Covilhanense, contou com 280 coralistas e apresentou o Hino do Orfeão, com versos de João de Figueiredo, avô do seu marido, e música de António Rodrigues Gomes, que dirigiu a formação.

Uma das primeiras professoras do Conservatório, e mais tarde diretora pedagógica, foi Maria Victória Pires, mãe de Filomena Gomes, que também passou pela instituição como aluna e, mais tarde, presidente da direção.

As filhas também foram alunas e uma delas professora, estando agora ligados ao Conservatório os seus cinco netos.

Para o presidente da Câmara da Covilhã, Hélio Fazendeiro, o Orfeão é a “prova viva que a Covilhã tem talento”, forjada neste “espaço de cultura, cidadania, educação e criação”.

O autarca confia na sustentabilidade e longevidade da instituição, lembrando que, tal como em 1926, há agora novos desafios, mas haverá capacidade para serem ultrapassados.

 

Notícias do Centro | Lusa

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