Um jovem apanhado a transportar cerca de seis quilogramas de droga entre Espanha e Portugal disse hoje, no Tribunal de Aveiro, que se limitou a atuar como uma “mula de droga”.
O arguido, de 21 anos, que se encontra em prisão domiciliária, começou hoje a ser julgado por um crime de tráfico de droga e outras atividades ilícitas.
Perante o coletivo de juízes, o jovem disse que foi apenas “uma mula de droga”, admitindo que aceitou fazer o transporte de droga entre Espanha e Portugal para uma pessoa que não conhecia.
“Ia receber mil euros pelo serviço”, referiu o arguido, adiantando que o negócio era de outra pessoa e não do próprio.
O arguido justificou ainda a sua conduta com dificuldades financeiras relacionadas com o vício do jogo e disse estar bastante arrependido, pedindo ao tribunal uma oportunidade para mudar de vida.
Nas alegações finais, a procuradora do Ministério Público disse que os factos da acusação estão plenamente demonstrados, defendendo a condenação do arguido numa pena superior a cinco anos de prisão. Já a defesa pediu uma pena não privativa da liberdade.
Os factos ocorreram a 6 de junho de 2025, pelas 21:30, quando o arguido foi intercetado por inspetores da Polícia Judiciária, a conduzir uma viatura no IP3, em direção a Coimbra.
Após uma busca à viatura do arguido, foram apreendidos 5,7 quilogramas de canábis resina e três gramas de canábis folhas, correspondendo a mais de 35 mil doses individuais, que, segundo a acusação, o arguido destinava à sua venda a consumidores.












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