Leiria

Marinha Grande espera que Presidente da República exerça a sua “magistratura de influência” junto do Governo

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 O presidente da Câmara da Marinha Grande disse hoje espera que o Presidente da República exerça a sua “magistratura de influência” junto do Governo, após a Presidência Aberta na região afetada pela tempestade Kristin.

“Além da solidariedade que já nos tinha manifestado quando se deslocou à Marinha Grande ainda como candidato, espero que o Presidente da República dê visibilidade ao nosso território e possa usar a sua magistratura de influência junto do Governo para apoiar o território que foi muito danificado”, adiantou à agência Lusa Paulo Vicente (PS).

António José Seguro realiza a sua primeira Presidência Aberta, na semana de 06 de abril, nas regiões da zona Centro afetadas pelas intempéries.

A iniciativa abrange os distritos de Castelo Branco, Coimbra, Leiria e Santarém, “duramente atingidos pelas tempestades que causaram significativos danos humanos e materiais”, informou a Presidência da República.

O autarca reforçou que a Marinha Grande, no distrito de Leiria, sofreu prejuízos nos equipamentos municipais no valor de 132 milhões de euros.

“Além das empresas e das instituições do concelho, sofremos danos em todos os edifícios municipais, desportivos, culturais. Os museus ainda estão fechados”, constatou.

Para Paulo Vicente, a Presidência Aberta de António José Seguro poderá ajudá-lo a reconhecer as “debilidades que o território tem” e que “necessita do apoio do Governo na recuperação” do concelho.

A época balnear é uma das preocupações do presidente do Município da Marinha Grande, que sublinhou a destruição registada na Praia da Vieira, “por onde a tempestade Kristin entrou”.

“Com a época balnear a aproximar-se, é fundamental que tenhamos os apoios de praia a funcionar. Precisamos de recuperar as praias, não só da Vieira, como de São Pedro de Moel”, onde a Casa-Museu Afonso Lopes Vieira precisa de “ser salva” e de “ter uma intervenção urgente”.

Paulo Vicente alertou que são necessárias intervenções urgentes para que o concelho possa continuar a “oferecer aos turistas as melhores condições”.

Outra das mensagens que o autarca pretende transmitir ao chefe de Estado é que há atletas da Marinha Grande que estão em competições nacionais e que por falta de infraestruturas desportivas estão a treinar em Caldas da Rainha, Valado dos Frades (Nazaré) ou Figueira da Foz.

“Tem de haver um financiamento para a recuperação dessas instalações desportivas e culturais, até das próprias instituições. Tal como a solidariedade dos portugueses que vieram anonimamente socorrer-nos, nós precisamos agora da solidariedade efetiva, não em termos de palavras, mas em ação concreta, do Governo”, apelou.

Notícias do Centro | Lusa

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