O Instituto Politécnico de Castelo Branco reforçou a importância do ensino superior no interior do país, sublinhando o seu papel central no desenvolvimento económico, social e demográfico da região.
Com mais de cinco mil estudantes e 45 anos de atividade, a instituição tem contribuído para a fixação de jovens e diplomados, fomentando a criação de empresas inovadoras e garantindo elevados índices de empregabilidade. Segundo o Conselho Geral, cada euro investido pelo Orçamento de Estado na instituição gera três euros na economia local, nomeadamente nos concelhos de Castelo Branco e Idanha-a-Nova.
Para corrigir as desigualdades entre litoral e interior, o Politécnico aprovou uma moção, por unanimidade, a ser enviada ao Ministro da Educação, Ciência e Inovação, aos grupos parlamentares, à Presidência da República, às autarquias, associações e à comunicação social.
O documento alerta para o subfinanciamento crónico das instituições do interior e propõe medidas concretas, como a revisão do cálculo das bolsas de ação social de acordo com o custo de vida local, a igualação da indexação do financiamento por aluno às universidades, a integração de fatores de coesão territorial na definição anual das vagas do Ensino Superior e a correção do subfinanciamento das instituições fora do litoral.
A moção defende ainda a revisão do aumento de 5% do número de vagas na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, dado que mais de metade das vagas concentra-se em Lisboa e Porto, agravando as assimetrias regionais. Com esta iniciativa, o Instituto Politécnico de Castelo Branco pretende reforçar o papel estratégico do ensino superior no interior, promovendo um desenvolvimento equilibrado, a valorização dos estudantes e a dinamização da economia local.












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