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Mau tempo: Retomada a ligação ferroviária Formoselha–Coimbra

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A ligação ferroviária entre Formoselha/Santo Varão, no concelho de Montemor-o-Velho, e Coimbra-B foi hoje retomada, assegurando a mobilidade da população da margem esquerda do Rio Mondego até Coimbra, informou a Câmara Municipal de Montemor-o-Velho.

Foram asseguradas as ligações Formoselha – Coimbra-B: às 06:30 e 07:30, estando ainda previstas às 17:30 e 18:30.

De Coimbra-B para Formoselha, o comboio circulou às 06:12 e às 07:01, estando ainda previsto às 17:08 e às 18:07.

Os comboios realizam paragens intermédias, nomeadamente em Pereira, Ameal, Vila Pouca do Campo, Taveiro, Casais, Espadaneira e Bencanta.

De acordo com a autarquia de Montemor-o-Velho, esta reposição resulta da intervenção do presidente da Câmara Municipal, José Veríssimo, junto da Infraestruturas de Portugal (IP) e da Comboios de Portugal (CP).

“Teve o objetivo de assegurar uma alternativa de mobilidade ferroviária essencial para a população da margem esquerda do Mondego, que enfrenta fortes constrangimentos à circulação rodoviária decorrentes da subida das águas no Vale do Mondego”, justificou.

O Município de Montemor-o-Velho realçou ainda o empenho da IP e da CP em atender ao pedido de encontrar e implementar soluções que minimizem os constrangimentos sentidos pela população e que contribuem para a reposição progressiva da normalidade.

A Linha do Norte encontra-se encerrada junto à estação ferroviária de Alfarelos e a Linha do Oeste e o Ramal de Alfarelos, por onde circulam habitualmente os comboios suburbanos entre Coimbra e a Figueira da Foz, estão interrompidos na sequência de várias ocorrências provocadas pelo mau tempo.

Esta situação agravou significativamente a mobilidade no território, num período em que também se verificam cortes e condicionamentos relevantes na rede viária.

“A reposição desta ligação ferroviária é essencial para assegurar a mobilidade da população da margem esquerda do Mondego até Coimbra, garantindo o acesso ao trabalho, aos serviços de saúde e a outros serviços essenciais”, evidenciou.

Catorze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Notícias do Centro | Lusa

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