Coimbra

Montemor-o-Velho: Bombeiros e fuzileiros asseguram transportes para a Ereira

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 Meios pesados da força especial de Proteção Civil e dos fuzileiros da Marinha vão assegurar o transporte de pessoas e mercadorias para a Ereira, em Montemor-o-Velho, devido à subida da água no único acesso, anunciou a autarquia.

Em declarações à agência Lusa, fonte do município de Montemor-o-Velho afirmou que este transporte especial vai decorrer “em contínuo, dia e noite”.

“O acesso está muito condicionado, com a subida da água. Ainda se passa, mas não estamos a aconselhar as pessoas a fazê-lo e deverá ser encerrado em breve”, indicou a fonte.

O transporte de pessoas e mercadorias por meios pesados dos fuzileiros e bombeiros permite vencer os cerca de 600 metros da estrada municipal 601, de e para a Ereira, entre a entrada da povoação e a ponte de Verride sobre o rio Mondego, a sul.

Na localidade da Ereira – uma ilha no Baixo Mondego entre o canal principal do rio e o chamado leito abandonado, residem cerca de 650 pessoas, muitas das quais trabalham na sede de concelho, Montemor-o-Velho, e noutros destinos da região.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Notícias do Centro | Lusa

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