A Câmara de Leiria lança hoje a campanha “Limpar Leiria”, a primeira ação de voluntariado para limpar a capital de distrito, iniciativa que decorre no sábado, disse à agência Lusa o presidente daquele município gravemente afetado pelo mau tempo.
“Depois daquilo que foi o estado em que ficou a cidade de Leiria, com muitos derrubes de árvores, telhas partidas, a cidade já tem uma parte importante das árvores de grande porte retiradas. No entanto, é necessário criar condições para que a nossa cidade, o mais rápido possível, volte a ser uma cidade limpa”, afirmou Gonçalo Lopes.
Segundo Gonçalo Lopes, a ação de voluntariado decorre no sábado, a partir das 10:00, junto ao Estádio Municipal, “com o objetivo de limpar o estádio, limpar o percurso Polis, algumas zonas do centro da cidade”.
Além da dimensão humana e solidária, pretende-se com a campanha “Limpar Leiria” criar “uma união fundamental para os próximos meses”, em que o concelho vai precisar “dos leirienses e dos portugueses” para reerguer a cidade, adiantou o autarca.
“É das primeiras ações de voluntariado que vamos lançar, uma vez que temos tido muitas solicitações de pessoas a quererem ajudar-nos”, declarou, pedindo aos voluntários para que levem luvas, pás, vassouras e outras ferramentas, porque o município não tem capacidade de distribuição.
No local, “um conjunto de voluntários irão coordenar esse trabalho, juntamente com a Ecoambiente, a empresa que faz a recolha do lixo”, explicou.
A duração da atividade, para a qual o município apela à participação, decorre durante o período da manhã.
“No período da manhã é o primeiro passo. Nós vamos ter a capacidade de poder envolver também os Escuteiros, os próprios adeptos da União de Leiria que estão preocupados com o estádio”, declarou.
O presidente da Câmara admitiu a repetição da iniciativa, que vai ser estendida “também às freguesias, desafiando as juntas de freguesia a fazerem essa mesma atividade de voluntariado”.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.











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