Castelo Branco

Politécnico de Castelo Branco quer aumentar competitividade do setor florestal

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O Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) participa num projeto para desenvolver tecnologias e adaptá-las às necessidades específicas das operações florestais com o objetivo de aumentar a competitividade deste setor.

O “SMARTCUT.v2 – Diagnóstico e Manutenção Remota e Simuladores para Formação de Operação e Manutenção de Máquinas Florestais” nasce na continuidade do SMARTCUT, concluído em 2023, que permitiu desenvolver tecnologias inovadoras como módulos de sensorização integrada de máquinas florestais, telediagnóstico, inspeção visual do ambiente e simuladores de realidade aumentada para formação de operadores.

“O projeto tem como objetivo demonstrar em ambiente real e de longa duração as tecnologias desenvolvidas, ampliar as funcionalidades alcançadas e adaptá-las às necessidades específicas das operações florestais, respondendo aos desafios de operadores, técnicos, empreiteiros e empresas industriais”, explicou o IPCB.

Além da instituição de ensino público albicastrense, o consórcio reúne a Cutplant Solutions, que lidera o projeto, o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) Universidade do Porto, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e Arménios – Exploração Florestal, Lda.

Com um investimento global de 1.410.716,03 euros e o projeto tem a duração de 18 meses, sendo que iniciou oficialmente o seu arranque em dezembro de 2025.

“A solução proposta introduz avanços disruptivos com forte alinhamento aos conceitos de Floresta 4.0 e Indústria 4.0, incorporando sistemas ciberfísicos, redes CAN escaláveis e modulares, interoperabilidade, telemanutenção, segurança e integração de dados provenientes de sensores e satélites, fomentando operações mais eficientes, smart e seguras”.

Entre os benefícios esperados do desenvolvimento do projeto destacam-se a monitorização em tempo real das máquinas e da operação, a redução de tempos de inatividade, a diminuição de custos ao longo da cadeia produtiva e a formação avançada de técnicos e operadores através da simulação e suporte remoto.

Do lado do IPCB, a equipa de investigação é composta por quatro elementos, que irão contribuir com competências nas áreas da mecatrónica, desenvolvimento de produto e apoio técnico no terreno.

Esta participação no consórcio visa ainda o reforço do compromisso da instituição com a inovação e a transferência de conhecimento para o tecido empresarial da região e para o setor florestal nacional.

Notícias do Centro | Lusa

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