Viseu

Aprovado estudo urbanístico que cria condições para o desenvolvimento da zona Centro de Repeses

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Proposta aprovada privilegia a criação de espaços verdes públicos e abre portas à concretização de construções de cariz habitacional e comercial, através da redefinição e melhoria dos acessos viários e pedonais

Ao abrigo do Plano Diretor Municipal de Viseu, foi aprovado, em reunião de Câmara, um novo estudo urbanístico que possibilitará, doravante, a realização de um conjunto de operações urbanísticas com vista ao investimento e consequente desenvolvimento da zona Centro de Repeses.

Trata-se de uma área de cerca de 15 hectares, sita na parte posterior da Escola Básica Infante D. Henrique e delimitada pela Avenida Luís Martins, Rua Rego da Lapa, Rua e Avenida do Fôjo e Avenida Cidade Politécnica.

O desenvolvimento deste estudo teve como objetivo colmatar uma série de condicionantes ao desenvolvimento desta zona do concelho, motivados, essencialmente, pela ausência de acessos adequados às exigências e necessidades dos processos urbanísticos.

Para o Presidente da Câmara Municipal de Viseu, João Azevedo, “esta é uma decisão muito importante ao nível do ordenamento de território. Desde ontem que todo aquele espaço tem o seu plano de urbanização aprovado, o que nos permite que potenciais agentes do setor privado que queiram ali investir o façam consoante o plano que está definido”.

A proposta, agora aprovada, elege como ponto central a criação de espaços/parques verdes públicos, privilegiando o rio que atravessa esta zona, numa área total de 4,8 hectares, correspondente a cerca 48 mil metros quadrados. De igual forma, possibilita a projeção de novas construções, maioritariamente de cariz habitacional (24 mil metros quadrados), mas também comercial e/ou de equipamentos e serviços (cerca de 3700
metros quadrados).

Estrategicamente, é proposta uma redefinição estruturante dos acessos, gerando maior conforto, eficácia e fluidez na circulação. Esta solução preconiza a abertura de dois novos acessos, um a partir da Rua do Campo de Futebol e outro que permite articular a ligação da Rua do Fôjo com a Avenida do Fôjo; e a redefinição da Rua das Barrocas, criando um acesso direto entre a Avenida Luís Martins (a principal) e a Avenida do Fôjo.

O estudo urbanístico propõe, também, o alargamento e melhoramento das ruas que delimitam a área de intervenção, bem como a abertura de acessos pedonais a partir destas, para que esta zona se funda e coabite de forma harmoniosa com toda a sua envolvente.

A Escola Básica Infante D. Henrique é também privilegiada, propondo-se a reestruturação da sua área posterior, com um acesso a partir da Avenida do Fôjo, à data inexistente, e a criação de uma faixa arbórea em todas as imediações, para garantir a segurança da comunidade escolar e a salvaguarda de bens e equipamentos.

“No espaço de um mês, conseguimos resolver dois problemas importantíssimos: um na zona de Repeses e outro na zona de Rio de Loba. São dois espaços urbanos que foram ordenados administrativamente e que são fundamentais para o crescimento da cidade”, destaca o autarca viseense. “Eram duas bolsas de terreno que estavam completamente ‘mortas’ e que vão agora ter uma nova vida, quer através de investimento privado como público”.

Notícias do Centro | Lusa

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