Aveiro

Classificação da Murtosa no Anuário Financeiro dos Municípios reflete “rigor na gestão”

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O presidente da Câmara da Murtosa disse hoje que o segundo lugar obtido no ‘ranking’ do Anuário Financeiro dos Municípios, na categoria de municípios de pequena dimensão, “é reflexo do rigor na gestão” da autarquia.

Em comentário à Lusa, Januário Cunha mostrou-se satisfeito com a posição obtida pelo Município de que é presidente, tendo sido reconduzido no cargo nas eleições autárquicas de 12 de outubro.

“Este posicionamento gera-nos natural satisfação e é reflexo do rigor colocado na gestão do Município da Murtosa”, no distrito de Aveiro, afirmou.

Januário Cunha, que antes de ser presidente já integrava o executivo municipal da Murtosa em anteriores mandatos, salientou que a classificação neste ‘ranking’ demonstra que o Município “consegue honrar os seus compromissos e, simultaneamente, ter um elevado grau de concretização de investimentos”.

A autarquia, acautelando o equilíbrio financeiro, tem apostado “na valorização do território e em incrementar o apoio às famílias e às instituições do concelho”, salientou.

O ranking’ de desempenho em 2024 elaborado no Anuário Financeiro dos Municípios, hoje apresentado no Porto, foi elaborado pelo Centro de Investigação em Contabilidade e Fiscalidade do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (CICF/IPCA) com o apoio da Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC) e do Tribunal de Contas (TdC).

De acordo com o documento, apenas 86 municípios (13 de grande dimensão, 27 de média dimensão e 46 de pequena dimensão) alcançaram um nível considerado satisfatório de eficácia e eficiência financeira.

Os ‘rankings’ do Anuário Financeiro são elaborados com base numa pontuação que pode ir até 1.900 pontos, englobando 10 indicadores: índice de liquidez, razão entre o EBITDA (rendimentos antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) e rendimentos operacionais, peso do passivo exigível no ativo, passivo por habitante, taxa de cobertura financeira da despesa realizada no exercício, prazo médio de pagamentos, grau de execução do salto efetivo, índice de dívida total 2021, índice de ‘superavit’ [excedente] e impostos diretos por habitante.

Nos municípios mais pequenos, a classificação é liderada por Óbidos (Leiria), com 1.606 pontos, seguido da Murtosa (Aveiro) com 1.583 pontos e Santa Cruz das Flores (Região Autónoma dos Açores), com 1.573 pontos.

Nos 100 municípios com melhor classificação, apenas estão representados 28% dos municípios de pequena dimensão.

“Constata-se que os municípios de pequena dimensão são os que apresentam maior dificuldade em integrar o ‘ranking’ dos 100 melhores municípios, em termos de eficácia e eficiência financeira, situação justificada, essencialmente, pelo baixo valor de receitas próprias, designadamente as provenientes de impostos”, pode ler-se no documento.

Nos municípios de grande dimensão, a lista é liderada por Sintra (distrito de Lisboa), com 1.695 pontos, seguida da Maia (Porto), com 1.683 pontos e Amadora (Lisboa), com 1.554 pontos.

Nos de média dimensão, o ‘ranking’ é liderado por Abrantes (Santarém), com 1.554 pontos, seguido de Tavira (Faro), com 1.504 pontos, e de Castelo Branco, com 1.493 pontos.

Notícias do Centro | Lusa

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