O festival literário “Em Nome da Terra” começa, hoje, em Melo, no concelho de Gouveia, a aldeia natal do escritor Vergílio Ferreira (1916-1996), com uma programação dedicada à literatura, arte, pensamento e música.
Organizado pelo município de Gouveia, no distrito da Guarda, o evento prolonga-se até domingo e inclui atividades para públicos de todas as idades, como conversas com escritores, oficinas criativas, visitas às escolas, sessões de mediação de leitura, formações para docentes, apresentações de livros, música ao vivo, cinema documental, exposições e performances literárias.
“Considerada por muitos a aldeia mais literária de Portugal e berço de Vergílio Ferreira, Melo reafirma-se como território de memória, criação e encontro, num evento que celebra a ligação profunda entre cultura e lugar”, afirma a Câmara de Gouveia numa nota enviada à agência Lusa.
A quarta edição do festival “Em Nome da Terra” vai contar com a participação de 40 convidados, entre escritores, músicos, filósofos, ilustradores e performers, para quatro dias de “intensa celebração da palavra, do pensamento e da criação artística”, lê-se na mesma nota.
José Gil, Valter Hugo Mãe, Afonso Cruz, Ondjaki, Francisco José Viegas, Raquel Varela, Álvaro Laborinho Lúcio, Teresa Salgueiro, José Eduardo Agualusa, Alice Neto Sousa e Márcia são alguns dos escritores, pensadores e músicos convidados.
O filósofo e ensaísta José Gil vai ser homenageado, este ano, com a atribuição do seu nome a uma rua da localidade.
Em 2024, a organização tinha feito o mesmo com a escritora Lídia Jorge.
Em termos musicais, destaque para o concerto de Teresa Salgueiro “Jangada de Pedra”, inspirado em José Saramago, no sábado (21:30), na Praça Vergílio Ferreira, em Melo.
No domingo (16:30) é apresentado o projeto “Anónimos de Abril”, com Rogério Charraz, Joana Alegre e José Fialho Gouveia, na capela da Misericórdia.
Durante o festival vai estar patente a exposição “Cartas ao Futuro”, de Rita Cortesão.













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