O Sempre – Movimento Independente classificou hoje a perda da sede da Direção Regional de Agricultura do Centro (DRAPC) para Coimbra como “catastrófica” para Castelo Branco.
“Quero lembrar uma das maiores perdas para Castelo Branco que aconteceu neste mandato e que se está a revelar mais catastrófica do que aquilo que inicialmente se pensou. Estou a referir-me à perda da última direção regional [DRAPC] sediada em Castelo Branco”, afirmou Luís Correia, durante a sessão pública da Câmara de Castelo Branco.
O vereador da oposição realçou que, além de Castelo Branco perder “competências”, há pessoas que procuram sair para outros serviços.
“Serviços que eram aqui prestados aos agricultores e às pessoas deixaram de o ser. Ainda houve a promessa de vir para Castelo Branco uma vice-presidência da CCDRC [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro] e nem isso aconteceu”, frisou.
Luís Correia deixou um apelo ao executivo socialista para que exerça “uma magistratura de influência junto do Governo”.
Lembrou também que já em 2022 o Sempre havia manifestado na Assembleia Municipal e nas reuniões do executivo a sua preocupação com a possibilidade de Castelo Branco perder a sede da DRAPC para Coimbra.
“Castelo Branco merece que sejam transferidas e mantidas aqui competências [serviços] e que não se verifique o que está a acontecer. É de lamentar”.
O presidente da Câmara de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues (PS), concordou com o vereador da oposição em relação ao caso da DRAPC.
“Concordo consigo em relação à DRAPC. Em devido tempo conversámos com o Governo. A Câmara Municipal fez tudo o que estava ao seu alcance para tentar reverter a situação. Reunimos com a ministra da Coesão Territorial [então Ana Abrunhosa] e com os presidentes da CCDRC. E foi-nos dada essa garantia [de uma vice-presidência da CCDRC em Castelo Branco]”, explicou o autarca.
O vereador do Sempre questionou ainda Leopoldo Rodrigues sobre queixas de munícipes que não possuem saneamento e que estão a ser alvo da cobrança de taxas.
A este propósito, o presidente da Câmara Municipal remeteu a resposta para esta questão à administradora-delegada dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Castelo Branco.
Sónia Mexia esclareceu Luís Correia que os serviços “estão a cumprir escrupulosamente a lei”.
“Não se trata da cobrança de taxas. Na ausência de rede fixa, a entidade obriga-se a fazer a recolha das fossas séticas. Não é uma taxa. Temos de prestar esse serviço e os munícipes têm direito a quatro limpezas por ano, que podem solicitar a qualquer altura”, frisou.












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