O presidente da Câmara de Castelo Branco acusou hoje o vereador do Sempre – Movimento Independente Luís Correia de ser o único a defender o projeto do Aproveitamento Hidroagrícola da Gardunha Sul – Bloco da Marateca.
“Sinceramente não o percebo, nem percebo onde quer chegar. Mas, há uma coisa que eu gostaria de saber: Quem é que tomou a decisão de fazer o projeto do regadio?”, questionou, o presidente da Câmara, Leopoldo Rodrigues, durante a sessão pública de hoje do executivo municipal de Castelo Branco.
Mais uma vez, o Aproveitamento Hidroagrícola da Gardunha Sul – Bloco da Marateca cuja decisão de aprovação e correspondente indeferimento da candidatura foi anulada em setembro do ano passado, foi tema de discussão.
O vereador do Sempre Luís Correia negou que ele ou alguém do movimento defenda a questão do regadio ao Sul da Gardunha e sublinhou que a única coisa a que apela é que o assunto seja explicado aos albicastrenses.
Luís Correia pediu ao presidente do município, Leopoldo Rodrigues, para mostrar os estudos em que se baseou para recusar o projeto com base numa hipotética falta de água para consumo humano.
“Não basta dizer que pode faltar água. O senhor prometeu na campanha [eleitoral] a barragem do Barbaído. Se vai concretizar essa promessa, vai sobrar água com fartura. São dois projetos que podiam avançar em paralelo, assim se concretizassem as promessas”, sustentou.
Leopoldo Rodrigues disse não perceber a postura do vereador do Sempre sobre o assunto.
“Quando estava no PS defendeu. Passou para o Sempre e deixou de defender. Não consigo entender”, ironizou o autarca socialista.
Leopoldo Rodrigues salientou ainda que a não concretização do projeto do regadio ao Sul da Gardunha foi uma promessa eleitoral que foi validada pelo voto dos albicastrenses.
O assunto, uma vez mais, gerou várias trocas de acusações entre ambos, tal como aconteceu em relação à vinda do Tribunal Central Administrativo (TCA) para Castelo Branco.
Aliás, a questão do TCA ocupou a esmagadora maioria do tempo da sessão pública do executivo, com a troca de argumentos e de acusações entre Leopoldo Rodrigues e Luís Correia.
O vereador do Sempre questionou como é que, passados dois anos ainda, não se iniciaram as obras e foi agora apresentada uma solução de recurso e temporária para receber o TCA em Castelo Branco.
“Isto é o exemplo claro de que algo falhou. E demonstra que quem falhou em relação ao objetivo do TAC foi a Câmara Municipal [de Castelo Branco]”, referiu.
A resposta de Leopoldo Rodrigues sobre este assunto foi exaustiva abordando todo o processo iniciado ainda com o anterior executivo camarário socialista.
O autarca salientou também que após a mudança de governo teve a preocupação de pedir uma reunião à ministra da Justiça, até porque – em sua opinião – era necessária uma validação do governo de Luís Montenegro em relação à decisão tomada pelo governo socialista.
“Pedi uma reunião à ministra da Justiça, que a encaminhou para o secretário de Estado. Estiveram marcadas três reuniões e todas elas foram adiadas. Perante estes adiamentos consecutivos, a indicação que dei foi que se avançasse com o projeto”, frisou.
O presidente do município disse ainda que a instalação do TAC vai avançar num espaço provisório, faltando apenas a libertação do edifício para esse efeito.
O vereador do Sempre insistiu que a instalação do TAC em instalações provisórias demonstra que se falhou na estratégia.
“Devia-se ter logo procurado umas instalações provisórias e hoje não estaríamos com esse problema”, concluiu.













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