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Salvador Malheiro renuncia à Câmara de Ovar quando tomar posse no parlamento

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O presidente da Câmara Municipal de Ovar, que domingo foi o quarto deputado eleito pela Aliança Democrática (AD) no círculo de Aveiro, disse hoje que renunciará ao cargo quando assumir o seu lugar na Assembleia da República.

Salvador Malheiro tinha suspendido o mandato a 26 de fevereiro, como é imposição legal para os autarcas que concorrem às eleições legislativas, e recuperou formalmente o cargo na segunda-feira, uma vez terminado o prazo da suspensão, mas adiantou que não voltará ao exercício efetivo de funções camarárias.

“Meti férias até 15 de abril e não conto voltar ao trabalho na câmara antes disso, mas só renuncio mesmo ao cargo quando tomar posse como deputado”, declarou o social-democrata à Lusa, adiantando que isso deverá acontecer “a 03 de abril”.

Entretanto, a gestão da autarquia vareira ficará entregue ao número dois do executivo municipal, o vice-presidente Domingos Silva, que, desde 2013, já várias vezes substituiu Salvador Malheiro na liderança da câmara.

“Desde que suspendi o mandato para a campanha eleitoral que passei a pasta em definitivo ao Domingos Silva, e tenho uma confiança extrema no seu trabalho”, afirmou Salvador Malheiro.

Segundo os resultados provisórios das eleições de domingo, a AD – coligação PSD, CDS-PP e PPM – conseguiu eleger sete deputados no distrito de Aveiro, com 35,13% dos votos e sete deputados, e superou assim os 27,69% e cinco eleitos do PS, cuja lista tinha Pedro Nuno Santos como cabeça de lista.

No mesmo distrito, os restantes eleitos para o parlamento são do Chega, que obteve 17,25% dos votos e três deputados, e da Iniciativa Liberal (IL), que conquistou 5,11% e um eleito.

No caso concreto de Ovar, contudo, a votação local deu a vitória ao PS, com 31,93% dos votos. A AD ficou em segundo lugar, com 29,89%, seguida do Chega, com 14,94%, do BE, com 5,84%, e da IL, com 5,47%.

Já a nível nacional, a coligação liderada por Luís Montenegro venceu as eleições com 29,49% dos votos, elegendo 79 deputados para a Assembleia da República.

O PS ficou em segundo lugar, com 38,66% dos votos e a eleição de 77 deputados, seguindo-se o Chega como terceira força política, com 18,06% dos votantes e 48 eleitos.

Garantindo o mesmo número de assentos da legislatura anterior, a IL conseguiu oito lugares na Assembleia da República, o BE cinco e o PAN um, enquanto o Livre aumentou a sua representação de um para quatro deputados. Em sentido contrário, a CDU perdeu dois parlamentares e ficou agora com apenas quatro.

Por apurar estão ainda quatro deputados pela emigração, que só serão conhecidos a 20 de março. Só após essa data e depois de ouvir todos os partidos com representação parlamentar é que o Presidente da República indigitará o novo primeiro-ministro.

Notícias do Centro | Lusa

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