A concelhia de Ílhavo do PSD manifestou-se hoje indignada perante a nomeação para o gabinete de apoio à vereação da irmã do cabeça de lista à Assembleia Municipal pelo movimento de cidadãos que ganhou as autárquicas.
“A deontologia, moral e ética são valores inerentes à atividade política, e transversal à sociedade, pelo que não nos devemos abster de manifestar a nossa indignação perante a nomeação de uma familiar direta do cabeça de lista à Assembleia Municipal de ílhavo, e grande impulsionador do Movimento “Unir Para Fazer” (UPF), mais concretamente, a irmã do cabeça de Lista à Assembleia Municipal de Ílhavo”, expressa um comunicado da concelhia do PSD.
No texto, a concelhia do PSD admite que a nomeação dos gabinetes de apoio, nos termos da lei, é uma prerrogativa que visa apoiar, com base na confiança pessoal, o presidente da câmara e respetiva vereação.
“Todavia, não podemos deixar de manifestar profundas reservas na nomeação de uma familiar direta do cabeça de lista à Assembleia Municipal do grupo de cidadãos UPF para secretária do Gabinete de Apoio à Vereação”, declara.
O PSD de Ílhavo considera “razoável que uma pessoa não veja diminuídos os seus direitos por força da relação familiar”, mas diz ser, “no mínimo questionável, sob ponto de vista ético e deontológico, que a escolha recaia por uma familiar direta do supracitado candidato”.
“Não nos identificamos de todo com esta prática, que nos parece claramente refutável. É, de facto, um mau começo… Estarão de facto a ‘fazer história’ pela primeira vez no Município, nesta matéria”, critica o comunicado.
A Lusa tentou ouvir o presidente da câmara, João Campolargo, mas tal não foi possível até ao momento.
O movimento de cidadãos Unidos Para Fazer ganhou as últimas eleições autárquicas em Ílhavo, mas sem maioria absoluta, sendo uma das surpresas ao retirar ao PSD uma Câmara que era liderada pelos social-democratas há 24 anos.













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