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Mutualidades reúnem-se em Coimbra para discutir a previdência social do futuro

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A Casa da Mutualidade d’A Previdência Portuguesa, Coimbra, acolhe, na manhã de 25 de outubro, o XII Encontro Nacional de Dirigentes Mutualistas, subordinado ao tema “As mutualidades na previdência social do futuro”.

O Secretário de Estado da Segurança Social, Gabriel Bastos, preside à sessão de abertura, em que participam, também, o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, José Manuel Silva, o vogal executivo do Centro 2030, Luís Francisco Filipe, e o presidente da União das Mutualidades Portuguesas (UMP), Luís Alberto Silva. O encerramento do evento estará a cargo do Diretor Geral da Segurança Social, António Santos Luiz.

A previdência social é um fim fundamental do mutualismo e num contexto em que o futuro do sistema público de segurança social suscita interrogações e os riscos sociais aumentam e se tornam mais complexos, as mutualidades são desafiadas a ajustar o seu portefólio de modalidades complementares de proteção social e poupança, à medida das novas dinâmicas sociais e geracionais.

“É fundamental que as mutualidades revejam a sua oferta para irem ao encontro das novas necessidades da sociedade, incorporando elementos de inovação e de promoção e divulgação que cativem novos públicos”, explica o presidente da UMP, contextualizando o tema desta edição do Encontro Nacional de Dirigentes Mutualistas, que acontece a escassos dias da celebração do Dia Mundial da Poupança (31 de outubro).

Na ótica de Luís Alberto Silva, as mutualidades precisam de mudar o seu foco das ofertas mais tradicionais, que têm escassa procura como os subsídios de funeral, e desenhar novas soluções dirigidas às crianças e jovens, às famílias e aos idosos.

As mutualidades são associações de caráter não lucrativo e, como tal, os eventuais excedentes da sua atividade são direcionados para o reforço dos benefícios e serviços por elas desenvolvidos, traduzindo-se, por exemplo, em respostas de saúde, de apoio aos idosos e à infância, entre outras. “A aplicação dos seus resultados na criação de clínicas que facilitam o acesso a cuidados de saúde, creches, lares, centros de dia e outros equipamentos sociais é o caráter distintivo das associações mutualistas, relativamente à oferta privada”, realça o Presidente da UMP.

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