O PS alcançou a segunda maioria absoluta da sua história nas eleições legislativas antecipadas de 30 de janeiro, depois de uma crise política motivada pelo chumbo da primeira versão do Orçamento do Estado para 2022.
Esta crise política marcou o fim da “geringonça” – solução governativa minoritária socialista que desde novembro de 2015 se baseou no suporte político de BE, PCP e PEV no parlamento e que durou seis anos.
Contrariando a generalidade das sondagens, que apontavam para um equilíbrio entre PS e PSD, os socialistas obtiveram 41,38% dos votos e elegeram 120 dos 230 deputados. Esta foi a segunda maioria absoluta do PS na história da democracia portuguesa, tendo a primeira pertencido a José Sócrates nas legislativas de 2005.
O terceiro Governo liderado por António Costa tomou posse em 30 de março e o primeiro-ministro prometeu que maioria absoluta não significaria poder absoluto. Ouviu depois o Presidente da República avisá-lo que será difícil a sua substituição se sair a meio da legislatura, porque os portugueses “deram a maioria absoluta a um partido, mas também a um homem”.
Se o anterior executivo ficou marcado pela gestão da pandemia de covid-19, o atual confrontou-se desde o início com os efeitos da guerra na Ucrânia.
Perante uma elevada inflação – acima dos 10% em outubro –, o Governo tomou medidas extraordinárias de apoio a famílias e empresas para mitigar a acentuada subida dos preços, principalmente da energia e dos bens alimentares.
No começo da legislatura, o Governo fechou em concertação social e com a função pública dois acordos de rendimentos e de competitividade com horizonte até 2026, mas foi atingido por casos de descoordenação interna ou relacionados com a conduta pessoal de alguns dos seus membros.













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