O Município de Porto de Mós aprovou hoje o orçamento para 2023, de 27,2 milhões de euros, e apresentou cinco prioridades, entre as quais o saneamento básico e o alargamento da Área de Localização Empresarial.
Este orçamento representa um aumento de cerca de três milhões de euros face ao aprovado no ano corrente, disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Porto de Mós, Jorge Vala (PSD).
“Este é um orçamento muito inflacionado pelo aumento significativo dos bens de consumo corrente, como os ordenados e prestações com os recursos humanos e face ao crescimento dos custos com a iluminação pública e combustíveis”, explicou o autarca.
Jorge Vala adiantou ainda que 55% do orçamento está concentrado nas cinco “grandes rubricas”, que são prioridade do executivo que lidera.
Segundo este autarca do distrito de Leiria, 2,2 milhões de euros estão previstos para o saneamento básico na Estrada Nacional 8 em Cumeira, Cruz da Légua e Moitalina. O alargamento da Área de Localização Empresarial terá um investimento de 2,6 milhões de euros e cerca de 1,1 milhões de euros são atribuídos à Casa dos Calados, no Juncal, que “ficará concluída”.
Estão ainda inscritos cerca de um milhão de euros para a ação social escolar e outro milhão para a área dos resíduos sólidos, informou Jorge Vala.
O presidente do Município de Porto de Mós mostrou a sua preocupação com o aumento dos preços das matérias-primas e realçou ainda os “investimentos importantes” que pretende concretizar na modernização administrativa, com a melhoria do parque informático, sobretudo, associado às escolas.
“Este orçamento está também associado à segunda fase do projeto do Parque Verde, que esperamos vir a ter apoio comunitário. Vamos manter a aposta no apoio social às famílias e na inscrição do plano de saúde gratuito, que irá ajudar as pessoas a terem um acesso mais rápido à saúde”, explicou.
O apoio à natalidade também é para manter, afirmou Jorge Vala, ao referir que houve um aumento de 211 alunos nas escolas, o que “é sintomático da consolidação do projeto de fixação de famílias no concelho”.
Referindo que se trata de um orçamento de “continuidade”, o autarca adiantou que o documento aprovado já “cumpre o novo regime de contabilidade pública, que exige que se faça uma programação a quatro anos, o que irá coincidir com o próximo quadro comunitário”.
EYC // SSS












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