O Município de Figueiró dos Vinhos aprovou hoje o orçamento para 2023, de 13,9 milhões de euros, e apresentou como prioridades o centro de proteção civil, a reabilitação da escola secundária e a estratégia local de habitação.
À agência Lusa, o presidente da Câmara, o socialista Jorge Abreu, afirmou que o orçamento do próximo ano representa um decréscimo de cerca de meio milhão de euros face ao que está agora em curso.
Jorge Abreu destacou, como prioridades para 2023, o centro municipal de proteção civil, obra de 600 mil euros, a reabilitação da escola secundária, estimada em mais de um milhão de euros, assim como a estratégia local de habitação 1.º Direito, que destina 800 mil euros para a requalificação e aquisição de casas.
Terminar os trabalhos no âmbito da mobilidade e requalificar alguns edifícios estão, igualmente, entre os objetivos do executivo.
“As minhas preocupações para 2023 estão ao nível da inflação, com o aumento da despesa corrente”, apontou, exemplificando com o preço da energia ou das matérias-primas, o que pode originar “grandes dificuldades” e “graves desequilíbrios”.
O autarca referiu que nesta Câmara no norte do distrito de Leiria “80% da receita corrente é, essencialmente, para pagar salários”, limitando muito a atuação do Município.
Por outro lado, Jorge Abreu referiu que já se nota, “essencialmente, por parte de famílias da classe média/baixa, algumas dificuldades e a manifestarem pedidos de ajuda”, principalmente devido aos empréstimos à habitação.
O presidente da Câmara, que vai para o segundo ano do terceiro e último mandato, admitiu que gostaria de ver concretizados os projetos ao nível da habitação e de um parque industrial para empresas de grande dimensão.
“Acho que é crucial criar condições de habitabilidade e oferta de habitação”, declarou, considerando que o parque industrial, a instalar nas imediações da sede do concelho, permitiria receber empresas de grande dimensão, criar emprego e, dessa forma, fixar pessoas.
Jorge Abreu lembrou que o concelho não tem oferta para quem o procura para grandes instalações industriais e reconheceu que gostaria de fazer avançar este projeto antes de terminar o mandato.
Por outro lado, apontou a necessidade de uma variante norte, da Avenida Madre de Deus até às instalações do parque logístico municipal, obra de quatro milhões de euros.
Admitindo que a autarquia não tem dinheiro para este investimento, pelo que só com recurso a empréstimo, Jorge Abreu observou que esta via “era uma forma de fazer com que os veículos pesados não circulassem dentro da vila”.
Na votação, abstiveram-se os vereadores do PSD e do Movimento Figueiró Independente.













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