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Ministro inaugura troço de estrada “histórico para Governo e para Arouca”

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O ministro das Infraestruturas inaugurou hoje o troço de 7,1 quilómetros da estrada que liga o Parque de Negócios de Escariz à autoestrada A32, classificando o momento de “histórico” para Governo, Infraestruturas de Portugal (IP) e Arouca.

“É um dia histórico para nós, governantes, e para a IP e para Arouca”, declarou Pedro Nuno Santos.

O ministro justificou essa avaliação com dois argumentos: por um lado, a obra de 30,4 milhões de euros representa “o maior investimento do Estado nos últimos 20 anos”, tendo sido suportada só com verbas do Orçamento e sem fundos comunitários; e, por outro, a concretização do trajeto dá por parcialmente cumprida uma reivindicação regional que tem décadas e que o ministro seguiu ao longo de todo o seu percurso político no distrito de Aveiro.

“Acompanhei a luta deste povo durante anos e anos, com [os ex-presidentes de câmara] Armando Zola e José Artur Neves. Ainda não andava na política nacional, era um miúdo da Juventude Socialista e estava sempre à procura de oportunidades para conseguir avançar mais nesta estrada”, começou por recordar.

O governante referiu depois que Portugal “sempre foi muito rápido a fazer estradas no litoral” e, notando que a apenas cerca de 40 quilómetros de Arouca há “três autoestradas paralelas” a ligar Norte e Sul ao longo da orla costeira, comentou a falta de uma via rápida perpendicular, que ligue a frente marítima aos territórios situados mais a Este. “É difícil chamar a Arouca ‘interior’, mas nós fizemos de Arouca interior”, defendeu.

Quanto aos restantes oito quilómetros que continuam por construir na via rápida de Arouca até ao concelho vizinho de Santa Maria da Feira, para conclusão plena da estrada inaugurada em 2006, o ministro não fez promessas e explicou: “Só nos devemos comprometer com aquilo que já temos certeza de poder fazer. (…) As necessidades do país são muitas e em cada sítio acham que a sua estrada é mais importante do que as de outros locais”.

Pedro Nuno Santos elogiou, contudo, a proatividade da comunidade local, por essa não se ter acomodado com “a desculpa” da via em falta. “Apesar de não lhe ser feita justiça pelo país, Arouca não deixou de se desenvolver. Deu um salto extraordinário e é hoje um município falado e destacado a nível nacional”, afirmou.

Antes da intervenção do ministro, a presidente da câmara municipal, Margarida Belém, apelara a que esse se comprometesse quanto à execução dos quilómetros em falta, mas, mesmo não o tendo conseguido, deixou o recado: “Não é legítimo que aguardemos mais 16 anos – que é o tempo que medeia entre o primeiro troço e este que inauguramos hoje – para ser concluída a via remanescente, entre Tropeço e Escariz”.

A autarca socialista salientou, nesse contexto, o “esforço e resiliência dos empresários” do concelho, que, embora “penalizados pela inexistência de vias condignas que facilitassem as suas operações, não deixaram de aí fixar as suas empresas, gerando emprego e sendo uma alavanca fundamental para o desenvolvimento” do território.

Já o presidente do conselho de administração da IP, Miguel Cruz, focou-se nos aspetos técnicos da empreitada que resultou nos 7,1 novos quilómetros de estrada já abertos à circulação desde as 13:00.

Antecipando que esse percurso terá particular “impacto na região”, realçou, entre outros aspetos, que a obra envolveu nove restabelecimentos de estradas municipais para ligação das vias já existentes ao novo troço e implicou ainda a construção de 12 das chamadas estruturas especiais, entre as quais uma ponte de 96 metros sobre o rio Ul, uma nova rotunda em Escariz e quatro viadutos com 132 a 574 metros de extensão.

Notícias do Centro | Lusa

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