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Câmara de Sever do Vouga sem dinheiro para terminar obras iniciadas no anterior mandato

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A Câmara de Sever do Vouga, no distrito de Aveiro, vai recorrer à banca para terminar várias obras iniciadas no anterior mandato, presidido por António Coutinho (PS) que perdeu as últimas eleições autárquicas para o social-democrata Pedro Lobo.

“No último ano, antes das eleições, foram começadas uma série de obras pelo anterior executivo que não estavam devidamente orçamentadas e foi necessário contratualizar um empréstimo de 1,75 milhões de euros para cobrir todas as despesas que não estavam cabimentadas”, disse à Lusa o presidente da câmara, Pedro Lobo.

Uma das principais obras em causa é a estrada que liga Silva Escura a Dornelas, que ainda se encontra em terra batida e que, segundo o autarca, foi iniciada sem que os terrenos tenham sido pagos.

A construção da estrada da Arrota e a requalificação das piscinas municipais, da frente ribeirinha de Pessegueiro e do Largo de São Mateus são outras das obras que foram iniciadas pelo anterior executivo sem haver a verba necessária para a sua conclusão.

“Uma obra quando é iniciada deve ter cabimento para a sua conclusão. No caso das estradas não faz nenhum sentido que não exista cabimento para todas as fases da obra, e foi o que aconteceu aqui. Ou seja, não deixaram dinheiro suficiente para a conclusão das obras”, disse o autarca.

Pedro Lobo acusa o executivo anterior de ter assumido “compromissos para o futuro sem estarem devidamente contratualizados”, adiantando que sem a contratualização do empréstimo não seria possível terminar as obras, porque a Câmara “não tem dinheiro disponível”.

A contratualização do empréstimo no valor de 1,75 milhões de euros, com taxa variável e um período de 15 anos, foi aprovada em Assembleia Municipal no final de julho, com os votos da maioria PSD/CDS, dois votos contra dos presidentes de junta de Talhadas (CDS) e Couto de Esteves (independente) e a abstenção de seis deputados do PS e um deputado do PSD.

O presidente da câmara alertou ainda para as dificuldades financeiras da autarquia, adiantando que, quando chegou à presidência, encontrou uma dívida superior a três milhões de euros, deixada pelo anterior executivo.

O autarca espera durante o atual mandato conseguir regularizar as contas, através de uma gestão “mais rigorosa”, tendo para isso ordenado a realização de uma auditoria externa forense e de procedimentos.

“Este mandato é para terminar muitas das obras, é para fazer algumas obras novas e é para pôr a casa em ordem”, concluiu.

Notícias do Centro | Lusa

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