A exposição “Reis, Damas e Valetes – O Imaginário de Costa Pinheiro”, criada por este pintor português na década de 1960, vai ser inaugurada no sábado, no Museu Francisco Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco.
“Reis, Damas e Valetes. O imaginário de Costa Pinheiro” é o título da exposição a inaugurar no sábado, às 17:00, e que vai estar patente ao público no Museu Francisco Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco, até ao dia 18 de setembro.
“Trata-se de uma parceria entre a Câmara Municipal de Castelo Branco e a Galeria São Roque, com o apoio da Manufatura de Tapeçarias de Portalegre”, referiu o município de Castelo Branco.
A exposição, cuja coordenação geral está a cargo de Sílvia Moreira e Mário Roque, reúne um importante conjunto de pinturas, desenhos e tapeçarias de Portalegre sobre a série “Os Reis”.
A mostra patente no antigo Paço Episcopal de Castelo Branco “pretende de forma deliberada por em confronto duas representações estéticas dos reis de Portugal, distantes quase 200 anos entre si, mas ambas com a força e genialidade conceptual dos seus criadores”.
Os visitantes podem conhecer o trabalho do artista Costa Pinheiro, através de suportes diferentes, desde trabalhos prévios em papel a grandes telas a óleo, que, uns anos mais tarde, estiveram na origem de tapeçarias tecidas em Portalegre.
António Costa Pinheiro nasceu em Moura, no distrito de Beja, em 1932, e frequentou o Liceu Camões e a Escola de Artes Decorativas António Arroio.
Em 1957, obteve uma bolsa do Ministério da Cultura da Baviera, para estudar na Academia de Belas-Artes de Munique, Alemanha. De regresso a Lisboa, em 1958, recebe uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian e viaja para Paris.
É na capital francesa que, em 1960, convive com Vieira da Silva e Arpad Szenes, e funda o grupo e a revista KWY, na companhia de Lourdes Castro, Gonçalo Duarte, José Escada, René Bertholo, João Vieira, do búlgaro Christo Javajeffe e do alemão Jan Voss.
No mesmo ano, a primeira exposição portuguesa do KWY é inaugurada na Sociedade Nacional de Belas-Artes, com o bom acolhimento da imprensa portuguesa. Terminada a aventura da KYW, vai desenvolvendo um percurso entre Munique e Paris, distante da cena artística portuguesa.
Em 1964, começa a pintar Reis, série que revelará um dos traços da sua obra.
Ao longo das décadas de 1970, 80 e 90 expõe inúmeras vezes em Portugal e no estrangeiro (sobretudo em Munique), nomeadamente na Galeria Kunst + Kommunikation, Munique (1992, 1993, 1996-1997), no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1989) e na Casa de Serralves, Porto (1990).
Em 2001, recebe o Grande Prémio Amadeo de Souza-Cardoso, Amarante.
Morreu em Munique, em 2015.












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