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Feira vai plantar 2.500 árvores de 23 espécies nas margens do rio Cáster

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As margens do rio Cáster, entre as piscinas municipais de Santa Maria da Feira e a Escola EB 2-3 Fernando Pessoa, vão ser reflorestadas com 2.500 árvores de 23 espécies, revelou hoje essa autarquia do distrito de Aveiro.

A Câmara Municipal obteve para o efeito um financiamento de 75.000 euros ao abrigo do Fundo de Desenvolvimento Regional (FEDER) e já começou a preparar o concurso público que selecionará a empresa responsável pela plantação, pelo que os trabalhos devem poder iniciar-se ainda “em setembro ou outubro” deste ano.

Em declarações à Lusa, o presidente da autarquia informa que a intervenção terá depois o prazo de execução de um ano, período durante o qual também serão plantadas no mesmo troço de dois quilómetros dezenas de espécies arbustivas destinadas a compor “um prado florido” que favoreça a polinização.

“Continuaremos a rearborizar o território e a sensibilizar as populações para a importância de valorizar o nosso património natural e preservar a sua biodiversidade”, afirma o autarca, realçando que “a plantação de árvores também é a principal forma de combater as ondas de calor e de arrefecer o meio ambiente”.

A intervenção anunciada para as margens do Cáster, ao longo da ecovia recém-criada entre esse curso de água e a Mata das Guimbras, vai privilegiar 23 árvores autóctones, envolvendo o plantio de dezenas de exemplares de espécies como o carvalho negral (‘Quercus pyrenaica’), o sobreiro (‘Quercus suber’), o pinheiro-manso (‘Pinus pinea’), o olmo (‘Ulmus minor’), o plátano-bastardo (‘Acer pseudoplatanus’), o choupo negro (‘Populus nigra’), a cerejeira (‘Prunus avium’), o amieiro (‘Alnus glutinosa’), a bétula (‘Betula celtibérica’), o lódão bastardo (‘Castanea sativa’), a faia (‘Fagus sylvatica’) e a olaia (‘Cercis siliquastrum’).

Quanto aos arbustos, serão de 20 espécies, incluindo o zimbro-galego (‘Juniperus oxycedrus’), o rododendro (‘Rhododendron ponticum’), o azevinho (‘Ilex aquifolium’), a urze-lusitana (‘Erica lusitânica’), o medronheiro (‘Arbutus unedo’), o pilriteiro (‘Crataegus monogyna’), a aveleira (‘Corylus avellana’), o sabugueiro (‘Sambucus nigra’) e o lentisco (‘Phillyrea angustifolia’).

A intervenção financiada a 100% pelo FEDER prevê ainda ações de desmatação e limpeza de infestantes, assim como a criação de “áreas atrativas para a fauna silvestre, através da reabilitação de zonas húmidas”.

Para Emídio Sousa, a aprovação da candidatura que viabiliza todo esse projeto chegou, aliás, num momento particularmente oportuno porque ocorreu “numa altura em que foram vandalizadas algumas das árvores plantadas recentemente” ao longo do percurso do rio Cáster.

 “Lamentamos estes atos gratuitos de vandalismo, que põem em causa o esforço coletivo que autarquia e comunidade têm feito ao longo dos últimos anos no sentido de recuperar e preservar um espaço natural e de lazer que é de excelência, em pleno coração da cidade, mas não vamos desistir”, diz o autarca.

Notícias do Centro | Lusa

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