Portugal

Autarca de Trofa acusa Ribau Esteves e Isilda Gomes de tratarem da “sua vidinha” na Associação Nacional dos Municípios

0

O presidente da Câmara da Trofa, Sérgio Humberto, acusou hoje os homólogos de Aveiro e Portimão, Ribau Esteves e Isilda Gomes, respectivamente, de terem “tratado da sua vidinha”, e “não olhado” para o interesse dos municípios na descentralização.

Em declarações à margem da reunião da ANMP, preparatória do encontro com as ministras da Coesão Social e da Saúde, no Porto, o autarca da Trofa frisou que a divergência com o Governo na área da descentralização “não tem que ver com questões partidárias”.

“Eu posso falar do vice-presidente Ribau Esteves [presidente da Câmara de Aveiro, eleito pelo PSD], ou da presidente da Câmara de Portimão [Isilda Gomes, eleita pelo PS], que andaram a tratar da sua vidinha enquanto vice-presidentes da ANMP e não olharam para aquilo que eram as verdadeiras necessidades dos municípios”.

A dupla acusação decorre de outra afirmação, em que considerou que “cada vez mais se confirma que a Associação Nacional de Municípios esteve de acordo no início das negociações, ainda era o ministro Eduardo Cabrita que tinha esta responsabilidade, depois a Alexandra Leitão e agora a Ana Abrunhosa, portanto foi um processo que foi ocultado à maioria dos municípios, exceto aos que fizeram parte da direção da ANMP”.

Sobre as negociações com o Governo acerca do pacote da descentralização, o também vice-presidente da ANMP referiu a “preocupação de tentar, de forma construtiva, fazer entender o Estado português de que estas verbas são insuficientes”.

“Não queremos nem mais um cêntimo do que aquilo que é exigido. Queremos é não ter um défice tremendo, pois está em questão o futuro da maioria dos municípios, porque dois terços dos municípios portugueses, com esta descentralização, têm uma rotura financeira e isso é inevitável”, acrescentou Sérgio Humberto.

Reafirmando estar “mais em jogo do que nunca” a saída da ANMP da câmara que lidera, o autarca social-democrata confirmou que ainda este mês o assunto será debatido em reunião de câmara e na assembleia municipal, sendo que em ambas a coligação “Unidos pela Trofa”, que reúne o PSD e do CDS-PP têm a maioria.

“Sair da ANMP não é a resolução do problema, mas a demonstração de que estamos indignados com a postura da ANMP e também com aquilo que é a postura da Governo“, insistiu Sérgio Humberto antes de lembrar o resultado do estudo encomendado pela sua autarquia à Universidade do Minho sobre os custos da descentralização.

Segundo o autarca, no domínio das três áreas avaliadas “há um défice de 1,5 milhões de euros” que não incluem “as refeições escolares”.

“Aquilo que o estudo da Universidade do Minho diz é que para se conseguir prestar o mesmo serviço de forma digna o défice é de 1,5 milhões de euros. Se querem aumentar até à meia-noite, por exemplo, uma melhor qualidade de serviço na saúde, a Câmara Municipal, obviamente, paga. Estamos a falar em manter os serviços com a qualidade que sabemos hoje existe”, disse.

Para a reunião do próximo dia 21 afirmou não estar “otimista” e esperar que “não façam uma lavagem cerebral” ou “venham com um conjunto de promessas vagas”.

Notícias do Centro | Lusa

Porto de Mós: Polícia Judiciária detém suspeito de roubo em posto de abastecimento

Notícia anterior

Resgatado corpo de jovem desaparecido em praia do concelho de Vagos

Próxima notícia

Também pode gostar

Comentários

Comentários estão fechados

Mais em Portugal