Mundo

Secretário-geral da ONU pede que Rússia e Ucrânia acelerem negociações para alcançar a paz

0

 O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu hoje à Rússia e à Ucrânia que acelerem as negociações para alcançar uma solução pacífica para o conflito, em linha com o direito internacional.

“Peço à Rússia e à Ucrânia que intensifiquem os esforços diplomáticos através do diálogo para alcançar urgentemente um acordo negociado (…). As armas devem ser silenciadas”, disse Guterres numa conferência de imprensa conjunta com a primeira-ministra moldava, Natalia Gavrilita.

Guterres enfatizou que tal acordo deve respeitar o direito internacional e a Carta das Nações Unidas.

“Peço aos atores regionais e internacionais que apoiem este processo em prol da estabilidade internacional”, acrescentou, durante o seu discurso em Chisinau, capital da Moldava.

“Repito a minha oferta de prestar os meus bons ofícios a qualquer momento para pôr fim a esta guerra sem sentido”, ofereceu Guterres.

O diplomata português exortou ainda a Rússia a pôr termo às suas ações militares no país vizinho, manifestou a sua “profunda preocupação” com a continuação e possível alastramento do conflito e considerou como inimagináveis as consequências de uma escalada da guerra na Ucrânia.

“Países vizinhos como a Moldova já estão a lutar com as ramificações socioeconómicas desta guerra que veio após a pandemia, e com a recuperação desigual que infelizmente aconteceu no nosso mundo por falta de solidariedade efetiva dos ricos com os pobres”, enfatizou.

Depois que um general russo reconheceu que Moscovo está a considerar o acesso à região separatista moldava da Transnístria, Guterres defendeu a integridade territorial do país.

(…) A soberania, independência e integridade territorial da Moldova, e o sólido progresso que fez nas últimas três décadas, não devem ser ameaçados ou prejudicados”, disse Guterres.

O ex-primeiro-ministro português também pediu à comunidade internacional que ajude Chisinau a lidar com a enorme vaga de refugiados ucraniano, que o Governo agora estima em quase 100.000.

“A Moldova é um país pequeno com um grande coração. A Moldova merece paz, estabilidade e assistência internacional maciça para resolver o problema dos refugiados”, argumentou.

Já Natalia Gavrilita salientou que o seu Governo está a tomar todas as medidas que estão ao seu alcance para preservar a estabilidade em ambos os lados do rio Dniester.

“A guerra na Ucrânia afeta-nos diretamente. A prioridade é manter a paz e garantir a segurança dos moldavos e refugiados ucranianos. Abrimos as nossas casas e nossos corações para eles”, disse.

A presidente da Moldova, Maia Sandu, cancelou a sua apresentação perante a imprensa por motivos de saúde.

Na terça-feira, Guterres visitará um campo de refugiados construído com o apoio de agências da ONU, onde conversará com alguns desses refugiados ucranianos, bem como com outros – a maioria – que foram acolhidos por famílias moldavas.

Após a passagem pela Moldova, Guterres viajará para Viena, na quarta-feira, onde realizará várias reuniões sobre alterações climáticas e irá liderar uma reunião com os responsáveis de várias agências da ONU para estudar o progresso dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, das quais mais de 5,5 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Notícias do Centro | Lusa

São Pedro do Sul: Victor Leal eleito vice-presidente da Associação Europeia de Cidades Termais Históricas

Notícia anterior

Hidroavião retirado de albufeira em Montalegre 25 anos depois de afundar

Próxima notícia

Também pode gostar

Comentários

Comentários estão fechados

Mais em Mundo