A COMUR-Museu Municipal da Murtosa recebeu, no dia 3 de abril, a inauguração oficial da exposição de trabalhos em ponto cruz, do artesão Murtoseiro Alfredo Caneira, a terceira mostra do ciclo expositivo de 2022 naquele espaço museológico.
Para além do artesão, de amigos, familiares e admiradores, a sessão contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal, Joaquim Baptista, do Presidente da Junta da Murtosa, João Paulo Rebelo, da Presidente da Junta da Torreira, Márcia Vigário, do Vice-Presidente e Vereador da Cultura, Januário Cunha, da Vereadora Fátima Arêde e do Presidente da Assembleia de Freguesia da Murtosa, Jorge Leite.
Em consonância com o período pascal, o artesão escolheu a temática religiosa como mote principal da sua belíssima exposição. Expressando a sua gratidão pelo convite formulado pela autarquia, Alfredo Caneira ofertou ao Presidente da Câmara Municipal, em quadro, em ponto cruz, com a imagem institucional do Município da Murtosa.
A mostra pode ser visitada até ao dia 30 de abril, no horário de funcionamento do museu e tem entrada livre.
Alfredo Manuel Rodrigues Caneira nasceu a 13 de dezembro de 1971 na freguesia do Bunheiro, concelho da Murtosa. Aos 12 anos, após ter completado do ciclo preparatório, deixa a escola e começa a trabalhar
com aprendiz de padeiro. Aos 16 anos, emigra para a Venezuela, mas a experiência dura apenas 1 ano, pois não conseguiu visto de residência.
Regressado a Portugal, começa a trabalhar na Pastelaria Âncora, o icónico “Guedes”, no Monte. Depois de cumprir o serviço militar obrigatório aceita uma proposta para integrar uma sociedade para abrir o “Café da Praça”, que mantém até ao dia de hoje.
O dom da agulha e das linhas é uma tradição de família, pois o seu avô materno era alfaiate, o seu pai mestre de redes e a sua mãe costureira.
Aos 28 anos casou-se e o ponto cruz que era um passatempo da esposa passou a ser partilhado por ambos. Hoje é o Alfredo que assume a agulha e as linhas, que, para além de ser um bom passatempo constitui, para o artesão, uma verdadeira terapia.
Garantindo a continuidade da tradição, os seus filhos Gaspar e Dinis também já dão os seus primeiros passos na arte de bem usar as agulhas e a linhas.













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