Os primeiros caixotões do teto da Igreja Matriz de Oleiros já estão restaurados. Este conjunto de painéis voltou a reluzir com as suas cores naturais, depois do trabalho de recuperação da madeira de castanho e dos motivos nela pintados, levado a cabo pela equipa da empresa Luís Marques, Conservação e Reabilitação.
A intervenção, que arrancou há dois meses, compreende a recuperação e conservação do teto de três naves e dos retábulos do corpo da igreja. Este restauro está a ser possível com o contributo financeiro do Município, através de um protocolo estabelecido com a Fábrica da Igreja Paroquial de Oleiros (entidade adjudicante) no valor de 61.780€, ao qual acresceu ainda um reforço financeiro na ordem dos 4.674€ para requalificação das frentes e tampos dos quatro altares laterais. Tudo tendo em vista a conservação e recuperação deste património religioso concelhio.
Recorde-se que a Igreja Matriz de Oleiros, dedicada a Nossa Senhora da Conceição, está classificada como Imóvel de Interesse Público.
Os 50 caixotões do teto da nave, em madeira policromada, constituem uma riqueza iconográfica ímpar que tem despertado a atenção de vários especialistas em arte sacra. Cada um dos caixotões da nave central simboliza um tributo à padroeira, evidenciando um emblema e a referência a uma escritura do Antigo Testamento.
O pároco de Oleiros, Luis Alves, espera reabrir a Igreja Matriz “no verão” e acrescenta que para além dos altares laterais, foram também restauradas quatro imagens. “Vamos recolocá-los quando as obras estiverem concluídas”, refere. “O estado de deterioração do teto da igreja estava pior do que se pensava, existiam muitos resíduos por cima dos caixotões. Não há acesso pelo telhado e está a ser tudo reparado com desmontagem de tábuas”. Depois do restauro destes elementos no interior da Igreja, “vai avançar a substituição do telhado, mas que ocorrerá já com as cerimónias ali a acontecerem e com toda a segurança”, termina.
A conclusão dos trabalhos de conservação e restauro está prevista para o final da primavera, quando aquele imóvel religioso voltará a acolher as habituais celebrações religiosas. O especialista frisa ainda que “vai ficar um trabalho muito belo, estamos a preservar a originalidade do conjunto”.













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