Aveiro

Sever do Vouga aprova Orçamento de 12 milhões de euros para 2022

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O PSD e o CDS aprovaram na Assembleia Municipal de Sever do Vouga, com a abstenção do PS, o Orçamento para 2022, com uma dotação global de 12 milhões de euros, informou hoje fonte municipal.

O documento havia anteriormente sido aprovado pelo executivo municipal, com os votos do PSD e a abstenção dos vereadores socialistas.

Para o presidente da câmara recém-eleito, Pedro Amadeu Lobo, “trata-se de um orçamento realista e que contém já algumas das ideias da estratégia para o município” que quer implementar.

No âmbito da receita, o orçamento de 2022 tem uma dotação de 12 milhões de euros, semelhante em termos globais ao do ano de 2021, com três receitas principais que totalizam 10,7 milhões de euros: a receita fiscal, as transferências e subsídios correntes, e as transferências e subsídios de capital.

Na receita fiscal, a principal vem do IMI, cerca de um milhão de euros, enquanto nas transferências e subsídios correntes a maior receita provém do Fundo de Equilíbrio Financeiro (FEF) e nas transferências e subsídios de capital a principal “fatia” tem origem em fundos europeus.

A nível da despesa, o orçamento de 2022 tem também cerca de 12 milhões de euros, sendo 7,9 milhões de euros em despesa corrente e 4,1 milhões de euros em despesa de capital.

“Quero sublinhar alguns pontos que entendo marcarem uma mudança de paradigma: as juntas de freguesia recebem a maior transferência de sempre, o que mostra bem a vontade expressa deste executivo de ver as juntas de freguesia como parceiros do desenvolvimento deste Concelho”, sublinhou Pedro Lobo, durante o debate na Assembleia Municipal.

O presidente da câmara destacou também a criação de um incentivo à fixação de médicos de família e o “vale Farmácia”, “outra das medidas que consta do Orçamento e que “manifesta a grande preocupação com a saúde da população”.

“Quero também sublinhar a conclusão de obras como a estrada de Dornelas a Silva Escura, que apresenta diversos problemas de traçado, bem como problemas com proprietários e que vai exigir, da nossa parte, uma enorme capacidade de trabalho para concluir esta empreitada”, disse.

Pelo PS, David Alves corroborou as críticas que já haviam sido feitas por António Coutinho, ex-presidente da Câmara e agora vereador da oposição:

“A quebra no investimento a favor da despesa corrente é notória”, criticou, discordando do crescimento das despesas correntes, nomeadamente com pessoal, e do pouco investimento, lamentando ainda que a habitação não tenha verba significativa cabimentada.

O “pouco investimento na proteção civil, nomeadamente nas limpezas das faixas de gestão de combustíveis” foi outro ponto de discórdia.

“Ficamos sem saber quais são as verdadeiras prioridades”, concluiu justificando a abstenção, “por ser o primeiro mandato dos novos eleitos e por isso o PS decidiu conceder-lhes o benefício da dúvida”.

Pelo CDS falou António Monteiro para dizer que, “sendo o primeiro orçamento da nova câmara, tem a responsabilidade do legado que recebeu e a responsabilidade de olhar para o futuro, pelo que se trata de um Orçamento de transição”.

António Monteiro elogiou o executivo por ter elaborado e apresentado, em tão pouco tempo, o Orçamento para apreciação da Assembleia.

“Isto é importante porque, em vez de se perderem os primeiros meses do próximo ano a tratar do Orçamento, no dia 1 de janeiro, esta câmara vai poder trabalhar com este Orçamento”, salientou.

Na distribuição de lugares na Assembleia Municipal o PSD tem 13 mandatos, o CDS sete e o PS igualmente sete.

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