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Ministra da Coesão diz ser “infeliz” declaração de pertencer a Governo centralista

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A ministra da Coesão Territorial classificou hoje como “infelizes e injustas” as declarações que fez de pertencer a um dos governos “mais centralistas” que o país teve, afirmando estar no Governo porque se definiu uma “verdadeira estratégia” de descentralização.

“As declarações que proferi ontem (terça-feira) foram feitas num contexto muito específico, mas não deixo de as considerar declarações infelizes, injustas para com o Governo”, afirmou à agência Lusa Ana Abrunhosa, que referiu pertencer ao Governo porque, precisamente, se definiu uma “verdadeira estratégia” de descentralização.

A ministra participou na terça-feira nas comemorações dos 20 anos da classificação do Douro como Património Mundial da UNESCO, que decorreram em Lamego, distrito de Viseu, e no seu discurso afirmou que pertence a um dos governos “mais centralistas que este país já teve”.

“Eu faço parte dos governos mais centralistas que o nosso país já teve, o nosso primeiro-ministro reconhece isso, e esse centralismo acentuou-se com a pandemia, inevitavelmente”, afirmou na ocasião.

Hoje, Ana Abrunhosa fez questão de salientar que o Governo socialista a que pertence e que é liderado por António Costa é o “que promoveu o maior pacote de descentralização de competências para os municípios, para as áreas metropolitanas e para as comunidades intermunicipais (CIM), nomeadamente municipalizou os transportes e deu às CIM e às áreas metropolitanas as funções de autoridade de transporte”.

É também, apontou, o que “democratizou as eleições das comissões de coordenação e desenvolvimento regional (CCDR) e está a fazer o caminho da regionalização”.

“Aliás, eu estou no Governo porque se definiu uma verdadeira estratégia de valorização do Interior e, portanto, de descentralização”, afirmou a ministra da Coesão Territorial.

E continuou: “Queria aqui esclarecer que todos temos momentos menos felizes e eu assumo este momento e quero também dizer que ele reflete uma profunda frustração pelo facto de, neste Governo, não termos conseguido fazer mais e melhor num contexto de pandemia e que obrigou o Governo a focar-se nos problemas da mesma e que chamou à administração central e ao Governo a maioria das decisões urgentes”.

A própria pandemia de covid-19, referiu, “condicionou muito e obrigou muito à centralização da decisão”.

Acrescentou que todos os dias no terreno os autarcas e as CIM lhe “dão sinais de satisfação face a este esforço do Governo”.

Por fim, a ministra disse que, “obviamente, há um caminho grande ainda a fazer” para Portugal ser “um país menos centralista”.

“Mas não poderia deixar de reconhecer o papel que este Governo tem feito e todos os seus membros e, portanto, no fundo, penitenciar-me ou corrigir-me face ao que ontem, num contexto específico, tive oportunidade de proferir”, salientou.

Na cerimónia de evocação do Douro Património Mundial da Humanidade Ana Abrunhosa falou sobre as duas décadas após a classificação, período em que apesar de “todos os avanços” o território “tem vindo a perder população”.

E, por isso, apontou como principais objetivos para o futuro deste território o combate à crise demográfica e ao despovoamento.

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