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Viseu identifica necessidades das escolas como falta de ar condicionado

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As escolas básicas públicas do concelho de Viseu estão sem ar condicionado e o presidente da Câmara disse hoje à agência Lusa que está a ser feito um levantamento das necessidades para melhorar a rede escolar.

“Este calor é insuportável e há 20 anos ninguém dava importância a estas alterações e, por isso, as escolas têm aquecimento, mas agora as aulas funcionam num período de muito calor também e precisamos de melhorar o investimento nas escolas”, reconheceu João Azevedo.

O presidente da Câmara Municipal de Viseu falava aquando da inauguração da Sala Mágica na Escola Básica da Ribeira, um espaço multissensorial, o primeiro em escolas públicas no concelho, que servirá, especialmente, os alunos com necessidades especiais de educação.

No final da visita à escola, em que ouviu os professores queixarem-se do excesso de calor, “uma verdadeira sauna” nas salas de aula, o presidente admitiu à agência Lusa que “é um novo problema” da rede escolar do concelho.

“Temos muitas estruturas da educação que não têm ar condicionado e hoje todos se queixam da dificuldade de dar aulas numa situação de extremo calor dentro das salas. Teremos de avaliar entre a climatização do verão e o aquecimento do inverno e qual a melhor solução para podermos melhorar a rede escolar”, prometeu.

João Azevedo indicou ainda que, segundo a rota realizada pelas escolas do concelho do vice-presidente da Câmara de Viseu e os diretores dos oito agrupamentos existentes, “a rede escolar está muito deficitária”.

“Umas com mais condições, outras com menos. E, neste caso, da Escola da Ribeira, com cerca de 40 anos e mais de 300 crianças, mas muito bem estruturado, vamos ter de analisar a questão do ar condicionado e os espaços exteriores”, notou.

Neste sentido, João Azevedo adiantou que, até 31 de dezembro, o Município de Viseu está a “fazer três novos projetos” para a Escola João de Barros, a do Viso e a de Repeses, sendo que para a da Ribeira está ser desenhado um pavilhão desportivo, no espaço do recinto da feira.

O presidente da autarquia acrescentou que o espaço da feira semanal se mantém com “algumas alterações” e o pavilhão que vai nascer é para servir a comunidade em geral, mas “também a Escola Básica da Ribeira, que não tem nenhum [pavilhão]” para as suas atividades.

O diretor do Agrupamento de Escolas Grão Vasco, Luís Nóbrega, adiantou à agência Lusa que “as escolas do 1.º ciclo da cidade estão todas elas viradas ao sol e, no inverno tem vantagens, mas no verão tem as suas desvantagens”.

“Há, efetivamente, uma grande diferença térmica e, nesta altura, com as aulas a irem até 30 de junho, haverá dias em que é insuportável estar dentro das salas de aulas”, realçou Luís Nóbrega.

Este responsável reconheceu a “grande dificuldade” em resolver essa questão, uma vez que “é preciso ser a Câmara de Viseu a fazer, porque é a dona do edificado, mas também é preciso verificar se o suporte elétrico permite a colocação” dos aparelhos.

“Há escolas, algumas com a ajuda das associações de pais, que têm equipamentos refrigeradores, para tentar minimizar o calor, mas é muito pouco, não resolve o problema”, concluiu Luís Nóbrega.

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