O Bloco de Esquerda criticou hoje a posição assumida pelo Conselho Intermunicipal, formado pelos autarcas da região, contra a criação do Parque Natural da Ria, que defende “políticas ultrapassadas”.
Em comunicado, o BE considera que a posição assumida pelo Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA), perante a recomendação do Parlamento, por iniciativa daquele partido, de criar o Parque Natural, “expressa políticas completamente ultrapassadas” e reivindica a autoria da “única proposta estruturada em cima da mesa para a governança da região”.
O BE acusa a CIRA de ter uma “política de desproteção ambiental e de promoção da especulação imobiliária” e afirma não se surpreender que agora reprove a criação de um parque natural.
Lembra que no passado, “o grande objetivo era a construção de uma mega marina, de um complexo imobiliário na ria de Aveiro, e de empreendimentos hoteleiros nos terrenos da antiga lota de Aveiro”.
A proposta aprovada pelo Parlamento é a criação de um parque natural que englobe as atuais sete áreas protegidas da ria de Aveiro, das Dunas de São Jacinto, da Pateira e do rio Vouga.
“O comunicado da CIRA apenas refere uma destas áreas (ria de Aveiro) e não tem uma única linha para a Pateira, as Dunas e o rio Vouga, mostrando assim que relega essas áreas ao abandono”, censuram os bloquistas.
O Bloco discorda e quer “mais financiamento para a proteção das Dunas de São Jacinto, da Pateira, e do rio Vouga” e, no caso concreto das Dunas de São Jacinto, salienta que passou a regime de cogestão entre o Estado e a Câmara Municipal de Aveiro, sendo que “a missão da autarquia na Reserva Natural é apenas conseguir mais receitas e mais visitantes e não tem uma única obrigação de proteção da natureza”.
O Bloco recorda que em 1975 (Decreto n.º 20/75) foi criado um Parque Natural em parte desta área que nunca chegou a ser concretizado”, enfatizando que a classificação de Parque natural é dada a locais com interesse de proteção ambiental “onde a preservação da biodiversidade a longo prazo possa depender de atividade humana”.











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